Como a Psicoterapia pode auxiliar no tratamento do TEA – Transtorno do Espectro Autista ou Autismo?

Atualizado: Ago 11

Segundo dados publicados


em 26 de março de 2020 pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 54 crianças de 8 anos no país. O aumento da prevalência é de quase 10% em relação a 2019, quando a estimativa era de 1 a cada 59 crianças. No Brasil não há estudos de prevalência de autismo.


Os sinais mais claros do Transtorno do Espectro Autista possuem uma tendência de aparecer entre 2 e 3 anos de idade. Em alguns casos, quando há sinais mais claros e característicos, ele pode ser diagnosticado por volta dos 1


8 meses.


Atualmente, já é sabido que não há apenas uma forma de manifestação do autismo, mas muitos tipos, determinados ​​por diversas combinações de influências genéticas e ambientais. O termo “espectro” deixa claro a extensa variação nos desafios e habilidades que podem possuir cada pessoa com autismo.



O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

O TEA é um grupo de desordens que traz prejuízos persistentes na comunicação e na interação social da pessoa. Além disso, traz padrões restritivos (ou limitados) e repetitivos de comportamento, interesses ou atividade. Esses sintomas estão presentes desde o início da infância, e limitam ou prejudicam o funcionamento diário do indivíduo.

Quais são suas principais causas?

Por ser um transtorno que se apresenta de diversas formas e graus de severidade variados, acredita-se que, provavelmente, é um transtorno que possui várias causas. As causas exatas que provocam o TEA, são desconhecidas. Apesar de nenhum gene ter sido mapeado como indicador de autismo, estudos sugerem uma hereditariedade, quando há a presença de traços do TEA em mais de um membro da família. Além disso, há suposições de que alguns fatores ambientais presentes no desenvolvimento ou na concepção da criança, como estresse, infecções, exposição a substâncias químicas tóxicas, complicações durante a gravidez, desequilíbrios metabólicos podem levar ao desenvolvimento do autismo. Sabe-se que o TEA é diagnosticado quatro vezes mais frequentemente no sexo masculino que no feminino.

Existem diferentes graus de autismo?

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM - V), o TEA é classificado em leve, moderado ou grave (severo). Isso depende da capacidade de realizar as atividades diárias da pessoa que apresenta a desordem. Isto é, quanto mais essa pessoa apresenta dependência na realização de suas atividades básicas de vida diária, mais severo é o grau do TEA.

Quais são as características que podem ser observadas em crianças com TEA?

Algumas características mais comuns de se observar são:

  • Dificuldade de interação social: desenvolver e manter relacionamentos.

  • Evita contato visual e prefere ficar sozinho.

  • Realiza comportamentos repetitivos como bater, balançar ou girar

  • Repete palavras e frases (ecolalia).

  • Possui Interesse fixos e restritivo por alguns de objetos.

  • Apresenta adesão excessiva a rotinas, rituais verbais ou não-verbais.

  • Apresenta resistência a mudanças.

  • Tem reações incomuns e muitas vezes intensas a sons, odores, sabores, texturas, luzes e/ou cores.

  • Mantem relacionamentos com um grupo restrito de pessoas e provavelmente não muito efetivos e duradouros.

Qual a importância do Diagnóstico precoce?


Quanto mais cedo a família e a escola forem orientadas sobre o quadro da criança, melhor será su


a inserção social e aquisição de autonomia. A intervenção precoce tem como objetivo estimular as potencialidades e auxiliar no desenvolvimento de formas adaptativas de comunicação e interação social.


Possíveis sinais de autismo em bebês e crianças:

  • Por volta dos 6 meses: não apresenta sorriso ou outras expressões alegres dirigidas às pessoas.

  • Até os 6 meses: contato visual limitado ou inexistente.

  • Por volta dos 9 meses: não utiliza de sons vocais, sorrisos ou outra comunicação não-verbal.

  • Aos12 meses: não balbucia.

  • Por volta dos 12 meses: não usa gestos para se comunicar (apontar, acenar etc.).

  • Com 12 meses: não responde ao nome quando chamado.

  • Por volta dos 16 meses: não se comunica com palavras.

  • Com 24 meses: não usa expressões significativas de duas palavras.

  • Qualquer perda de qualquer discurso adquirido anteriormente, balbuciar ou habilidades sociais.

Psicoterapia aplicada para Autismo


A psicoterapia direcionada no tratamento do Autismo baseia-se no ensino ativo e individualizado das habilidades imprescindíveis para que a criança autista possa adquirir independência e a melhor qualidade de vida possível. Dentre as habilidades treinadas incluem-se os comportamentos que permitam o desenvolvimento de maior autonomia e interação social.


A psicoterapia para tratamento do Autismo tem como objetivo:


1. Melhorar os comportamentos sociais, como contato visual e comunicação funcional.

2. Estimular os comportamentos acadêmicos como a leitura e escrita.

3. Promover autonomia nas atividades da vida diária como higiene pessoal.

4. Diminuir os comportamentos inadequados como agressões, estereotipias, autolesões, agressões verbais, e fugas.


A participação ativa dos familiares no processo terapêutico é extremamente necessária. Pois, é muito importante que a terapia se estenda para fora dos consultórios e clínicas. O trabalho em conjunto dos pais ou responsáveis potencializa os resultados quando as intervenções são levadas para o dia a dia do paciente.

Concluindo, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se caracteriza pelo prejuízo na comunicação devido a dificuldades na linguagem, o déficit no comportamento social, movimentos repetitivos e estereotipados. O grau de severidade do transtorno está diretamente ligado ao nível de manifestação desses “sintomas” pelos portadores. O diagnóstico precoce é muito importante para que as intervenções necessárias ocorram o quanto antes. No TEA é imprescindível um tratamento multidisciplinar, envolvendo vários profissionais. A psicoterapia pode facilitar o processo de inclusão do indivíduo, seja na escola ou nos demais ambientes em que a criança esteja inserida, através do treinamento de habilidades e promoção de maior autonomia.


Qualquer dúvida que tiver, entre em contato conosco!



No site https://lagartavirapupa.com.br/ você pode conhecer jornada de uma mãe cujo filho está no espectro autista. Vale a pena conhecer!

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